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memória seletiva

Gostaram do novo look do blog? Resolvi assumir sua verdadeira função: a leitura da moda, seja ela literal ou visual.

Em meio a tantas imagens geradas nas semanas de moda é difícil fazer uma leitura definitiva logo de cara. Para esses momentos sempre lembro das aulas de produção de moda da Manu Carvalho. A lição foi dada em 2000, quando o Moda pra Ler nem era um projeto. Na ocasião ela nos ensinou a montar um caderno de tendências onde guardaríamos as imagens que mais nos agradavam durante a temporada. Metodologia parecida é adotada pelos estilistas que conservam murais cheios de referências em seus ateliês. Patricia Grejanin , da Laundry, tem uma caixa onde ela guarda as informações e referências para construir sua coleção.

Aqui no Moda pra Ler não tem mural, nem caderno, nem caixinha, vai o HD do computador mesmo, e os marcadores de revista (adoro!). Acho muito importante ter essa disciplina para separar as imagens porque a coleção se torna uma grande fonte de consulta e mostra muito sobre nosso gosto.

Eis aqui um pouquinho da seleção que fiz sobre a semana de moda de Londres, ainda sem muito julgamento.

Stella McCartney para Adidas
roupa de tenista é sempre charmosa

Basso & Brooke
mistura o pintor Mondrian com estampa oriental

Eley Kishimoto
amei a meia-calça

Mulberry
simples e chic, quase sem graça

Sinha-Stanic
vermelho

Luella
cap de viúva

Vivienne Westwood Red Lable
mistura clássico e largado

Issa
o movimento da saia

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Fotos: Revistas – Laura/modapraler; Desfiles – Márcio Madeira/ Style.com

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conjuntos inexatos


A editora deste blog acha que está a vivendo o que aqueles que buscam explicações astrais chamam de “o Retorno de Saturno”. Um dos sintomas dessa fase é uma profunda insatisfação com seu guarda-roupa. Domingão nublado, nada melhor que começar a vencer a crise arrumando o armário. Três sacolas de roupas depois, consulto dois manuais de estilo para ter alguma idéias de que peças investir. Com os livros “Esquadrão da Moda” das inglesas Trinny e Susannah, e “Chic” da Glória Kalil fiquei mais confusa ainda.

As três são ótimas em suas consultorias televisivas, justamente por sugerir opções para pessoas normais, e nos livros analisam o corpo por setores isolados. Muitas vezes uma característica permite uma roupa, e outra não. Em outras palavras, lembrando das aulas de matemática: os modelos de peças recomendadas para quem tem peito pequeno e para que tem braço grosso formam dois conjuntos e sua intersecção é praticamente nula.

Eis a baixos alguns diagnósticos.

Pouco Peito + Braços Grossos = 0
Para quem tem peito pequeno a recomendação é usar blusas regatas cavadas nas mangas e decote alto. A justificativa para optar pelo modelo é chamar atenção para os braços. Já a opção braços grossos o conselho é evitar regatas e optar por blusas com manga três quartos.

Bunda grande + Culote = ?
Para quem tem o bumbum grande a recomendação é usar calça de cintura baixa e pernas um pouco justas. Para as proprietárias de culote a sugestão é usar pantalonas.

Ombros largos + quadril largo = ?
Quando o quadril é largo uma das soluções é usar decote canoa para chamar a atenção para a parte de cima. Contudo, para quem tem ombro largo esse decote aumenta mais o tamanho do trapézio.

Tronco curto + Barriga saliente = ?
Quem tem tronco curto deve usar calça de cintura baixa, mas a cintura baixa não funciona para quem está com a barriga saliente.

Baixinha + sem cintura = ?
As baixinhas devem apostar em cortes secos, puxando para vertical. O clássico tubinho por exemplo. E quem não tem cintura deve usar roupas mais ajustadas e tecidos mais leves.

E por aí vai… Quando a textura é carne e osso, descobrimos que a matemática da moda, tem expoentes, equações de segundo grau, análise combinatórias e probabilidades complexas. As quatro operações não são suficientes.

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Quem se interessou pode consultar as vizinhas de blog, que tem mais propriedade para falar.

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a banquinha explica

Afirmam os biólogos que observando os pássaros de determinado bioma é possível determinar todas as caracteríticas de fauna, vegetação e clima de uma região. Trafegando diariamente no eixo Centro – Vila Olímpia pensei que a analogia é boa para explicar os camelôs. Os produtos vendidos por esses profissionais diagnosticam o público de uma área.

No eixo que percorro todo dia Centro – Vila Olimpia reparei que na região centro até paulista, os ambulantes vendem filmes tidos “cults”, como “A culpa é do Fidel” e “O Estômago”. A oferta “fashion” fica a cargo de acessórios e roupas feitos a mão, com aquele quezinho hippie. Na Vila Olimpia são vendidas réplicas inspiradas na Louis Vuitton, e modelos estampados pela Betty Boop (uma febre popular, aliás) e filmes mais blockbusters tipo “Eu sou a Lenda” e “Indiana Jones”.

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Sobre a afirmação incial do pássaros, mais informações em Save Brasil