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nova medida

Já que este blog anda falando de alfaiataria, o jornalista Gilberto Dimenstein reproduziu hoje em seu site uma materinha sobre o assunto traduzida do Finantial Times. O jornal aponta como novos rumos para os alfaiates o serviço on-line. O cliente coloca suas medidas detalhadamente em um site e o terno chega pronto em casa.

A inglesa Mark & Spencer oferece serviço de camisaria.

reprodução da matéria:

“Webmedidas” para um caimento virtual

Estou em meio ao processo de encomendar uma camisa feita sob medida. Escolhi o tecido, uma tela cruzada de algodão branco; escolhi o colarinho, com recorte; e, agora, certifico-me que as mangas serão do tamanho certo para meus braços, dignos de um gorila.

Não estou em uma loja ou nem mesmo em meu escritório sendo assistido por um camiseiro que atende em domicílio. Passa da meia-noite e estou derrubado em meu sofá com o laptop, vendo o site de camisas sob medida da Marks and Spencer (M&S). Após clicar em várias opções, agora digito meu comprimento de braço. Imagine: o luxo de um serviço feito sob medida casado com a facilidade das compras na internet. É o paraíso, certo? Sim, especialmente para homens com fobia de lojas.

Claro, há o pequeno detalhe da marcação (errada) das medidas, mas com a economia mal das pernas e o clima pior ainda, no que a “internet sob medida” carece de atenção pessoal e contato humano, redime-se com conveniência e preços mais baixos. Não é de surpreender que seja um negócio em ascensão.

“Sabíamos que nossos clientes estavam interessados em camisas feitas sob medida, mas o serviço estava sendo oferecido apenas por varejistas especializadas e o custo era muito alto”, diz Paul Williams, gerente de desenvolvimento on-line da M&S.

Não é mais. E a M&S, cujas camisas sob medidas saem a partir de 29 libras esterlinas (US$ 40,35), não é a primeira a fornecer o serviço a um preço razoável. “A Suit That Fits” (algo como ´um terno que vai servir´, em inglês) é o nome otimista de uma empresa de internet que permite aos clientes escolher entre uma imensa linha de estilos de ternos, tecidos e combinações de cores a partir do conforto de um computador. O elemento on-line, aliado com a produção no Nepal, resulta em preços de ternos a partir de apenas 110 libras.

Espere aí! Nepal? Não é um país tradicionalmente conhecido por seus ternos. E embora “A Suit That Fits” ofereça variações como ombros quadrados ou inclinados e um corte de tecido para a barriga plano ou generoso, carece da reconfortante presença humana do costureiro, assim como qualquer outro site. Criar on-line traz liberdade, mas pouca orientação: será que estes bolsos vão bem com lapelas pontiagudas?

Perguntas como essa são o motivo pelo qual a Thomas Pink, que recentemente lançou um site de personalização permitindo aos clientes criar suas próprias gravatas, não estendeu sua presença na internet às camisas. “As pessoas estão cada vez mais buscando individualidade e personalizar gravatas é uma forma divertida de conseguir isso; acho que os homens também gostam do aspecto tecnológico”, diz Jonathan Heilbron, presidente e executivo-chefe da Pink. “Mas estamos pensando cuidadosamente antes de aplicar isso às camisas, nas quais a medição é mais difícil.”

De fato, se isso não estivesse em questão, a personalização on-line é frequentemente uma perspectiva mais atraente do que trilhar o caminho até lojas de cimento e tijolos. Os visitantes do site da fabricante de relógios Badollet, por exemplo, podem escolher o tipo de ouro usado na caixa, os ponteiros, o fecho da pulseira e a cor do metal da face em que ficam os marcadores. Podem ver até o relógio tomando forma na tela antes de pedir o preço, por e-mail.

“Percebemos que tínhamos uma grande disponibilidade de personalização e a melhor forma de comunicar isso era permitir que os consumidores experimentassem eles mesmos os processo on-line”, diz Caroline Battiston, diretora de mídia e relações públicas da Badollet.

Mesmo ela, contudo, sabe que a nova tecnologia é apenas um passo dentro de um longo processo. “A ferramenta de personalização on-line é apenas a ponta do iceberg dos serviços que oferecemos aos clientes”, afirma. “Uma vez que o cliente confirma seu interesse pela internet, a Badollet então convida o cliente à Suíça, onde passa por um cara a cara com alguns de nossos mais habilidosos artesãos.”

Embora os serviços tradicionais sob medida simplesmente precisem de uma fita métrica e um computador portátil, sua prole virtual é inevitavelmente mais técnica. Quando o ex-executivo de banco James Sleater criou o site “Cad and the Dandy”, de ternos e camisas sob medida, trabalhou de perto com um programador de computador para criar um pacote de softwares específicos que pudessem acomodar as várias combinações de tamanho do cliente, corte e tecido.

Andrew Hawkins, diretor-gerente da agência de publicidade digital DCH, pensa que independente das atuais barreiras, a roupa sob medida on-line é uma tendência inevitável para as compras. “Na semana passada, voei de volta do Canadá e dispunha de meu assento e comida de preferência, organizados por meu perfil on-line no BA Club, e de livros e DVDs recomendados a mim pelo serviço de preferência que a Amazon e Love Film fornecem. [A experiência] on-line trata-se de oferecer um custo mais baixo de venda e então decidir como usar melhor essa margem extra – idealmente oferecendo um melhor serviço aos clientes e fazendo-os sentir como pessoas individuais.”

E fazendo-os sentir especiais, é claro: quando minha camisa delgada, de colarinho com recorte e punho duplo chegou da M&S lindamente embalada foi como um presente de aniversário antecipado. Não posso dizer que serviu perfeitamente – talvez eu tenha me gabado sobre as dimensões do meu tórax – mas é bem feita e elegante e, agora, sei como reduzir a medida ligeiramente caso volte a encomendar. Quando se trata de produtos on-line sob medida, a prática traz a perfeição.
(tradução Sabino Ahumada)

Por Simon Brooke, do Financial Times
Publicado no Valor Econômico

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benjamin e as roupas do Oscar

cena de “O Curioso Caso de Benjamin Button”
crédito: divulgação

No site Thread Bangers tem uma entrevista com a figurinista Jacqueline West, falando sobre o figurino de “O Curioso Caso de Benjamin Button”. Ela dá uma dica importante para quem aspira sua profissão e revela que a primeira condição para projetar o guarda-roupa de um personagem é “treinar o olho”. Para isso é muito importante assistir filmes, desfiles, visitar exposições de arte, andar bastante pelas ruas observando as pessoas. West foi indicada ao Oscar, mas quem levou a melhor foi Michael O’Connor de “A Duquesa”.

No filme estrelado por Brad Pitt e Cate Blanchett, o pai do protagonista Benjamin (Pitt) é dono de uma fábrica de botões que prosperou durante a segunda guerra mundial. E há uma alusão engraçada sobre a concorrência do zíper, aviamento em franca expansão de mercado na época. Olha uma breve história do zíper que achei na Super Interessante.

Foi o engenheiro e inventor americano Whitcomb Judson quem registrou em 1893 a primeira patente de um feixe tipo zíper, para substituir os laços das botas de cano alto. Era ainda um artefato rudimentar – uma seqüência de ganchos e furos. Talvez por isso, passou despercebido. Dezessete anos passaram-se até aparecer o zíper moderno, obra do engenheiro sueco-americano Gideon Sundback. Mas os primeiros fechos deram dor de cabeça: Não era fácil e fechar os colchetes e havia a necessidade de descosturá-los antes de lavar as roupas, para evitar a ferrugem. Essas dificuldades foram resolvidas com o uso de novos materiais nas zíper boots, criadas em 1923 pelo famoso fabricante de pneus B.F. Goodrich – o mesmo, por sinal, que cunhou o nome zípper, baseado no som que fazia ao fechar as suas botas de borracha.

“O Curioso Caso de Benjamin Button” ganhou pouquíssimas estatuetas, porque foi soterrado pela avalanche indiana “Quem quer ser um milionário?”. O Bom Retiro pelo jeito sabe das coisas.

O Oscar de maquiagem para Benjamin Button foi merecido. No site do filme http://www.benjaminbutton.com mostra detalhadamente o processo de envelhecimento.

***
Não gostei do tapete vermelho do Oscar. Achei os vestidos sem graça. E a quantidade de tomara-que-caia? Gostei mesmo da roupa da Tilda Swinton de Lanvin, sensualidade menos óbvia. Muito elegante.

A festa da Vanity Fair, pós cerimônia, sem a necessidade dos longos, reservou looks melhores. Minhas favoritas são a (musa) Rachel Weisz de Narciso Rodriguez e a Kate Bosworth de Alexander McQueen.


No site http://www.redcarpet-fashionawards.com/, de onde tirei as fotos, tem tudinho sobre a moda das duas festas.

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mpl recomenda: cursos na casa de quem

queridos leitores, estou ficando atoladinha no trabalho, então um postezinho rápido para não deixar a semana passar em branco.

Duas super dicas: Curso de Jornalismo de Moda com jornalista, publicitário e músico Jorge Wakabara e palestra com a estilista Rita Wainer. Os dois eventos acontecem na Casa de Quem.

O curso do Jorge tem até vídeo de divulgação.

Olha aí o serviço:
Jornalismo de moda com Jorge Wakabara
Dia 11 de outubro (sábado)
das 11:00hs às 18:00hs
R$130,00 para estudantes
R$150,00 para profissinais da área.

Rita Wainer
data: 1 DE NOVEMBRO
horário:13 HORAS
preço: 100,00 (PREÇO ESPECIAL E DEMOCRÁTICO)

Casa de Quem
Jornalismo de Moda na Casa de Quem!
R. Peixoto Gomide 192
tel.11- 3257-5626
casadequem@casadequem.com.br