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Casa de Criadores

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a escolhas da Casa de Criadores

A Casa de Criadores encerrou sua 25º edição na última sexta. Foram apresentadas as coleções para a temporada primavera/ verão 2009/2010.

Uma das coisas que gosto nesse evento é a proposta de liberdade criativa e os rostinhos rosados cheios de vontade. Fico imaginando quem vai estar no São Paulo Fashion Week em breve, e, por outro lado, reflito sobre como é difícil fazer uma coleção.

Quanto da idéia original se perde em função das dificuldades no trajeto até o desfile? Boa parte dos empecilhos são causados pelo orçamento reduzido e a falta de credibilidade das empresas em jovens criadores. Nem sempre é possível conseguir a matéria prima adequada, por exemplo. Destaca-se quem adequa idéias às possibilidades. Contudo, enxergando o esforço de cada um deles para estarem ali fica difícil ser maniqueísta e dizer sim ou não.

Mesmo assim, às vezes, a tal liberdade criativa causa estranhamento. Foi o caso dos tambores japoneses da Urussai, que visivelmente irritaram Fernanda Young (sim, a escritora/apresentadora estava na fila A). E a cara de interrogação da platéia quando a vinheta do desfile da Diva foi interrompido para apresentar a coleção da dupla Renan Serrano e Fernanda Ruivo? No final a coleção feita com pano de chão é interessante. Tipo uma subversão da modelagem de camisaria tradicional. Os botões ficaram na parte de trás – pena não ter foto.

A Casa de Criadores é um espaço para ousadia, para acertos e erros. Como dizem, é o “seleiro” de novos talentos. Conforme a carreira do estilista vai evoluindo e o seu comprometimento com os clientes também, errar fica cada vez mais penoso. Os jovens designers tem que conter o entusiasmo onírico para não derrapar comercialmente.

Na opinião deste humilde blog, além do João Pimenta e do Walério Araújo que são estilistas maduros e que sempre apresentam coleções amarradinhas, os destaques dessa edição foram.

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1º dia

Urussai


Da ilustradora e estilista Catarina Gushikein. Apresentou poucos looks, mas foram suficientes para perceber que aí mora um casamento feliz entre modelagem e estampa.

João Pimenta

E o caipira chique, com roupa cortada no no viés

Ianire Soraluze

Feminino e altamente comercial. Essa espanhola radicada no Brasil vai direto ao ponto.

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2º dia

Projeto Lab / Danilo Costa

Uma coleção masculina de ideal ousado foi inspirada nas obras “Bear and Policeman” e “Hanging Hearts” do artista plástico Jeff Koons.

Purpure

De Mark Greiner e Weider Silveiro, gala na moda praia

Prints i Like

…de Luisa Aguiar aposta firme nas estampas. Comercial e feminino

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3º dia

Gêmeas

Isadora e Carolina me surpreenderam. Não era muito fã do trabalho delas, mas gostei da inspiração no México. Os ícones: a renda e os brincos.

No Hay Banda

Bruna Santini e Claudia Mine apresentam uma coleção delicada na medida e mostram que têm atitude e técnica de costura.

Walério Araújo

A mulher no nível mais alto de glamour.

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crédito das fotos: Paulo Reis/ divulgação

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moda pra ler indica: a baleia e as perdizes

crédito site loja cachalote

No número 48 da rua Ministro Ferreira Alves no bairro das Perdizes, zona oeste de São Paulo, está muito bem “encalhada” a loja Cachalote. Um espaço que segue a teoria “a união faz a força”.O horário de funcionamento não inclui o domingo, mas excepcionalmente hoje havia um cabeleireiro em ação e tava todo o clã de proprietários por lá aproveitando a tarde de sol.

Já tinha visto o site da loja e resolvi conferir pessoalmente. O lugar segue a linha de outro espaço que adoro aqui em São Paulo que é a Casa de Quem. Dá aquela sensação de aconchego, que só uma casinha tem, além de trazer produtos de novos designers com propostas diferentes. Alguns preços são bastante convidativos.


A Cachalote reúne gente de literatura, arte, moda e design. O time de criativos aproveita para vender suas coisinhas, e também deixam os amigos mostrarem seus trabalhos. Ah! A loja está super aberta para venda consignada.

Na área de moda, mais precisamente, as marcas residentes são MANUELAdeOMBREIRAS, da Manuela Mello; Nanquim, da Valentina Aires, Oitomilhertz da Marina Pontieri e a designer Rita Vidal. As grifes convidadas são, entre outras, a Amostro*, a ótima grife de acessórios A Figurinista, e o coletivo No Hay Banda, que acaba de se apresentar na Casa de Criadores (já falo sobre).

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Destaque para a Oitomilhertz! São roupas acessórios confeccionados artesanalmente, principalmente em lã. Os formatos são bem originais e nada discretos. Olha aí!



Vale a pena visitar e aproveitar um fim de tarde em um dos barzinhos e restaurantes da região, que ainda preserva a tranquilidade.

*as meninas (Livia e Helena) da Amostro (snif!) fecharam a marca, mas ainda tem coisa lá na Cachalote. Aproveita que vai virar relíquia! Ah! A Helena prometeu que vai ter repescagem do bazar.

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Crédito das fotos: Laura Artigas/ moda pra ler