música

nome francês, banda colombiana

Encarar um show de música como um ritual. Esse é o lema da banda colombiana Monsieur Periné. Antes de lançar o disco “Hecho a Mano” (2012) passaram cinco anos, desde sua formação  em 2007, experimentando. A banda mescla Gypsy jazz, bossa nova e música folclórica de seu país. Algumas letras são em francês e música popular brasileira é uma grande referencia para eles.

O grupo surgiu em Bogotá por meio de uma conversa entres os estudantes de música Santiago Prieto, Camilo Parra, Nicolás Junca e pela então aspirante a antropóloga Catalina García. Depois se integraram a banda Fabián Peñaranda, Miguel Guerra, Daniel Chebair.

O disco tem um jeitinho de música de cabaré, de música antiga. E isso é o legal. São jovens resgatando suas raízes e as adaptando para os dias hoje. Nos shows eles capricham no visual usando roupas super coloridas que compõe com os instrumentos. A intenção é criar uma experiência multisensorial, que vai além da música. E tudo muito bem continuado pelas redes sociais. Virei fã.

Alguns clipes:


La Muerte from Monsieur Periné on Vimeo.

Outra banda colombiana:

música

bomba de música e estilo

Liliana Saumet, em um dos shows da Bomba Estereo

A cantora colombiana Liliana Saumet é, digamos, da turma da M.I.A, da Lovexxx do CSS, ou da jovem Lurdez da Luz. Mulheres, com cara de menina, delicadas, adeptas de guarda-roupa do streetwear, idealistas e que não passam despercebidas. É daquele tipo que passa o show inteiro correndo de um lado a outro e não deixa ninguém ficar parado na platéia. Ela é a vocalista da Bomba Estéreo formada em 2005 em Bogotá.  A banda toca uma mistura de cumbia, rock, música eletrônica embaladas pela interpretação explosiva de sua “frontwoman”.

alguns figurinos de Liliana Saumet

O figurino da cantora é muito bem pensado. Antes de pular pra cima do palco, ela se formou publicitária em Bogotá, trabalhou como figurinista de tv e chegou ter sua própria marca de roupas. No começo da banda ela mesma desenhava seu figurino. Hoje ela conta com a ajuda de uma stylist, mas ainda continua garimpando roupas pelo mundo.

Liliana publicou no instagram seus garimpos por Berlim durante a última turnê européia 

As letras do Bomba Estéreo são sensíveis, críticas, divertidas, sexies e a música ótima para dançar. Li, como é chamada, tem uma voz feminina, forte, anasalada… Daquelas bem latinas. Os versos “Deja me llorar, ya estoy cansada de bailar y bailar” (me deixa chorar, já estou cansada de dançar e dançar), “Vengo de un bário tranquilo, por eso sinto dolor” (venho de um bairro tranquilo por isso sinto dor), juntaram o adorável dramão latino com beats modernos. Altamente apropriado e moderno. As letras são muito femininistas.  Vamos lembrar que ser mulher latina é muito duro, ainda.

Para ver e ouvir:

música nova – Mate a mi novio (matei meu namorado)

update

história, música

à moda dos jovens

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Vestido com o rosto do Bob Dylan, 1968

Começou ontem no Museu do FIT em Nova York, a exposição “Youthquake! The 1960s Fashion Revolution”. A mostra conta como os anos 1960 foram decisivos para a mudança de valores na moda. Seja Mod ou seja Hippie, foi o período no qual os jovens tomaram as rédias das tendências. E não largaram nunca mais.

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botinhas com estampa dos Beatles, 1964

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meia-calça com a cara da Twiggy

Paraphernalia

Vestido da Paraphernalia

A exposição além de trazer alguns dos emblemas da década como roupas da linha Rive Gauche, de Saint Laurent, também contempla peças vendidas em boutiques que  reuniam designers independentes da época. A Paraphernalia, alí mesmo na Big Apple de outros carnavais, e um exemplo. Até 07/04 pra quem estiver em NY.