crônica, design

pendurar

Ainda estão para desenhar a bolsa ideal para a vida urbana-pedestre-saí-de-dia-volta-de-noite-no-transporte-público-lotado. Encontrar um local para pendurá-la é o segundo desafio.

São pouquíssimos os bares, restaurantes e banheiros de estabelecimentos comerciais que oferecem ganchinhos para prender a bolsa. No máximo tem aquele velcro no espaldar da cadeira, que não funciona exatamente para pendurar, senão para evitar furtos.

Em países onde o inverno é rigoroso (vale a Argentina e o Chile aqui do lado, pra não ser colonizada) a oferta de ganchinhos é maior. Não tanto pelas bolsas e sim pelos casacos.

Uma grande invenção paliativa é aquele ganchinho que você coloca sobre a mesa para pendurar a bolsa, encontrada nas lojas de cacarecos.

Por outro lado, na empresa em que trabalhava, junto com uma colega reivindicamos ganchinhos na parede para pendurar as bolsas. Para nossa surpresa algumas semanas depois lá estavam eles fixados entre as mesas. E para nossa surpresa seguinte eles foram subutilizados. Todo mundo continuou pousando bolsas e mochilas em cima das mesas ou no espaldar das cadeiras. O cabideiro não é um elemento da cultura nacional.

A bolsa é um órgão externo ao corpo, ou, e para quem não a encara assim, o jeito é fazer malabarismo.

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