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bicicletas + economia criativa

Esse um mês e alguns dias passaram voando… então vamos a um postzinho pra não deixar o blog esquecido…
bicicleta da Monochrome Recycled Bikes®
pensamento rápido estimulado pelo SPFW… 
A minha porção coolhunter 😉 anda insistindo em uma teoria: que as pessoas avant-garde de hoje são aquelas realmente dispostas a consumir menos e encarar a mobilidade nas cidades de outra forma. Nesta 33ª edição o São Paulo Fashion Week enfatizou a economia criativa como um caminho importante para o desenvolvimento do país. Entre os eventos paralelos aos desfiles, o Oskar Metsavaht apresentou o projeto Traces e bateu na tecla do “luxo sustentável” como o novo luxo. Profetizou a vocação do Brasil (já na versão “nova potencia mundial”) como sede criativa do design ecológica e socialmente correto. “Nós estamos em um momento de transição, temos que mudar o jogo do nosso lado, sem virar ‘eco chato’. É um trabalho muito árduo” e “Estamos vivendo na era industrial há duzentos anos. O Brasil tem a chance de já começar sustentável”, foram duas frases importantes ditas pelo diretor criativo da Osklen. Bom, tal debate aconteceu no primeiro dia da  Rio + 20 que acabou há dois dias. A palavra “fracasso” é encontrada em algumas reportagens sobre o balanço do encontro que pretendia redefinir a postura de governos e sociedade civil em relação ao meio ambiente. 
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Verde é a cor da esperança, e ela é a última que morre… dizem. Então, voltemos a economia criativa. Aqui em Buenos Aires encontrei um bom exemplo para desmistificar a difícil equação criatividade + sustentabilidade + desejo: as bicicletas customizadas. 
Buzina estilizada.
bicicleta estilo inglesa
A geografia plana e arborizada da capital argentina é um convite a mudança de estilo de vida, e tem o estímulo da prefeitura local. Além de construção das ciclovias, o governo da província implantou postos gratuitos de empréstimos de bicicleta seguindo o modelo de cidades como Paris, Barcelona e Nova York. O modelo mais popular por aqui é a chamada “playera”, sem marchas, com garupa e cestinha, bem popular nas cidades litorâneas do Brasil.
Outro dia passeando por Palermo vi uma simpática loja de bicicletas chamada Monochorme Recycled Bikes. O designer Natan Burta resolveu criar bicicletas lindas, e assim, dar um empurrãozinho fashion para estimular as pessoas a mudar de estilo de vida. Ele usa bicis usadas e dá uma cara nova. Além das magrelas monocromáticas que intitulam a grife, a bicicletaria delux também tem a linha Rewind Bikes, essas feitas gosto do freguês que escolhe cor, tamanho, quadro e etc.
bancos das bicicletas.
A loja já faz parcerias com marcas, emprestas as bicis para editoriais de moda, e desenvolveu as magrelas para o projeto Google Bikes apresentada recentemente no Faena Arts Center.
Editorial da Elle local
Editorial para a Fashion Way Mag
Campanha argentina da marca Le Coq Sportif usando uma bici monocromática
Google Bikes desenvolvida pela marca

O visitante brasileiro, disposto a pagar excesso de bagagem, pode levar para casa um exemplar das duas rodas exclusivo por cerca de 1200 reais.
Pensando nessas lindas bicis, e no instinto natural do ser humano em admirar o que é belo, nada mais natural do que aliar beleza a uma nova postura de encarar o mundo. Afinal, é melhor viver com design.
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Ah! O músico David Byrne dedicou um capítulo do seu livro “Diarios de Bicicleta” a Buenos Aires. Uma delícia de ler antes de começar a pedalar aqui.

#bookdodia

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